Da revolução burguesa 
à revolução proletária
Otto Rühle

Título original

Von der bürgerlichen zur proletarischen Revolution

Tradução realizada sobre a versão inglesa From The Bourgeois To The Proletarian Revolution, Socialist Reproduction, London, 1974.

Vosstanie Editions / Arqoperaria Maio 2019.

Publicaçõe papel (Tiragem limitada)

brochado 160 págs – 10€

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OTTO RÜHLE (1874-1943)


Professor e educador de profissão, toda a vida interessado pela educação e pela psicanálise, Rühle tornou-se, em 1911, deputado do SPD na Dieta da Saxónia, depois, em 1912, deputado do SPD ao Reichstag, apoiando a ala esquerda do partido.

Em Março de 1915 Rühle foi o segundo deputado, sendo o primeiro Karl Liebknecht, a recusar o voto aos créditos de guerra no Reichstag. Membro fundador da Liga Spartakus durante a guerra, Rühle abandonou este grupo para entrar para o ISD (mais tarde o IKD), tornando-se porta-voz do grupo para a área de Dresden do ISD.

Depois, em 1918, desempenhou um papel dirigente nos acontecimentos revolucionários na Saxónia, que levaram à queda do principado governante da Casa da Saxónia. A sua tendência em breve se desviou dos chamados conselhos operários locais social -democratas. Era porta-voz da maioria de esquerda na conferência da fundação do KPD em Dezembro de 1918 e principal propagandista do conceito de organização unitária durante este período.


A seguir à expulsão da tendência comunista de esquerda do KPD no Congresso de Heidelberg participou na fundação do KAPD, com a condição de que este se dissolvesse rapidamente na AAUD. Delegado do KAPD ao Segundo Congresso da Internacional Comunista, ao qual se recusou a comparecer depois de rejeitar as vinte e uma condições de adesão. Por isto foi expulso do KAPD em Outubro de 1920. Daqui em diante tornou-se leader teórico da tendência da «organização unitária», depois o iniciador da fun dação da AAUD-E em Outubro de 1921.

Deixou a organização revolucionária em 1925 e voltou-se uma vez mais para a actividade literária e cultural (ver a lista das obras a seguir). Em 1933, com a sua esposa e colaboradora Alice Gurstel-Rühle, emigrou para Praga, e em 1936 para o México, onde exerceu, durante algum tempo, as funções de consultor para a educação de um governo «socialista». Empenhado neste período num diálogo político com Trotsky sobre as divergências políticas fundamentais entre eles, continuaram em desacordo, mas Rühle tomou parte no Comité formado nos USA por John Dewey, para examinar as acusações de Estaline contra Trotsky, defendendo a reputação deste.

Rejeitou a frente anti-fascista e, consequentemente, tomou uma posição derrotista internacionalista ao eclodir a Segunda Guerra Mundial. Contribuiu ocasionalmente ao longo dos anos trinta para o jornal International Council Correspondence (mais tarde Living Marxism), cujos outros colaboradores incluiam Anton Pannekoek e outros membros do Grupo Holandês Comunista Conselhista, e Karl Korsch, Paul Mattick e outros sobreviventes da corrente de esquerda comunista na Alemanha.

Começou a pintar aos 65 anos e conseguiu uma boa reputação neste campo com o nome de Carlos Timonero. Morreu no México em 1943.